03 Fevereiro, 2010

Norman Rockwell...
Ao fazer uma busca hoje no Google, descobri que era o aniversário de nascimento do Norman Rockwell, que me foi dado a conhecer pela Xuxu, há muitos anos atrás. Se um dia tiverem oportunidade, investiguem. Vale a pena!!

Paula Nunes Lima

31 Janeiro, 2010



"ORGULHO E PRECONCEITO" / "PRIDE AND PREJUDICE" (TV)

"Orgulho e Preconceito" é, desde sempre, um dos livros preferidos de quem lê Jane Austen, estando entre os mais lidos no mundo e fazendo parte de todas as listas do romance preferido, da mais bela história de amor... Esta obra romanesca já foi alvo de várias adaptações, incluindo uma por Bollywood "Bride & Prejudice: The Bollywood Musical". Em 2005, a sua nova adaptação cinematográfica fez correr muita tinta, porque a beleza de Keira Knightley não correspondia de forma alguma à personagem criada por Jane Austen, basta lermos o livro para tirarmos todas as ilações, mas a última palavra era de Hollywood e a Keira é uma estrela em ascensão, através dos "Piratas das Caraíbas" e uma das regras dos Estúdios é rentabilizar ao máximo as suas estrelas. Como seria de esperar, ao darem a personagem de Mr. Darcy a Matthew Macfadyen, de imediato pairou sobre ele a figura eterna de Colin Firth, recorde-se que no "Diário de Bridget Jones", já falado no "Paixões...", Helen Fielding criou a personagem do Mr. Darcy "contemporâneo" a pensar não só no livro de Jane Austen mas também na interpretação que Colin Firth nos ofereceu na série produzida pela BBC e que colou, literalmente, milhões aos televisores. Depois de termos visto o filme de 2005 e termos ficado tontos com a sequência do baile, pensamos que foi a primeira vez que o realizador teve em seu poder uma "steady-cam". Decidimos optar por falar da série... já a vimos várias vezes e tenho que confessar a minha fraqueza, sou fã do Colin Firth... (o Rui perdoa-me porque eu também deixo que ele seja um fã da Annette Bening).

Como todos sabemos desde tenra idade, a BBC e a Granada Television sempre pautaram as suas séries por um rigor histórico acima de qualquer suspeita. Muitas vezes temos saudades desses tempos em que chegava o dia de ver mais um episódio das diversas famílias que nos invadiram a casa, fossem elas de apelido Forsyth ou Bellamy, para já não falarmos de obras como "A Jóia da Coroa" e "Reviver o Passado em Brideshead". Este rigor, apanágio dos ingleses, sempre foi malvisto pelos franceses e nós, que até somos apaixonados pela "nouvelle vague", pensamos não cair em pecado mortal pelo simples facto de também adorarmos as séries de época criadas pela televisão britânica.
Deixando para trás estas considerações, olhemos para a série televisiva "Orgulho e Preconceito", com um elenco escolhido a dedo e uma adaptação de época extraordinária (repare-se por exemplo no cuidado das imagens do genérico com os bordados típicos da época, trabalhos sem dúvida feitos pelas meninas em "busca de pretendente"), esta é, em traços largos e extremamente redutores, a história da família Bennett com cinco filhas casadoiras e a busca do marido ideal (para a mãe Bennett o ideal será um marido rico, para as filhas mais velhas um marido de quem gostem e goste delas).

Mas passemos à história mais detalhada. Imagine-se um pai inglês, cavalheiro com nome mas sem muita fortuna de uma pequena vila inglesa, de cinco filhas, todas elas com possibilidade de ter uma boa vida apenas se fizerem um casamento proveitoso. Dessas cinco filhas destacam-se pela sua sensatez as mais velhas Lizzie (Jennifer Ehle) e Jane (Susannah Harkey que recentemente vimos no filme "Diário de um Escândalo), sendo as três mais novas (Lydia, Kitty e Mary) verdadeiras cabeças ocas, apenas se interessando duas delas por belos soldados de uniforme e bailes (único divertimento da vila) e a terceira por ser uma verdadeira estudiosa de nada que interesse. A mãe destas cinco jovens tem como único objectivo conseguir por qualquer meio (próprio para a época, claro) que as suas filhas se casem.

Há sinais de que uma das casas da vizinhança será ocupada por um jovem com fortuna (Mr. Bingley, interpretado por Crispim Bonham-Carter). De imediato se movimentam os Bennett para que sejam conhecidas as suas filhas (embora o pai Bennett faça tais contactos com muito esforço). Num baile em que toda a vizinhança participa, aparece também como convidado Mr. Darcy (Colin Firth) e de imediato toda a sua "soberba" é alvo de crítica de toda a pequena sociedade, já que ele se recusa a misturar com os locais, enquanto o amigo descobre de imediato que a mais bela do baile é Jane Bennett. As apreciações feitas por Mr. Darcy da vida local, entre outros motivos, fazem com que Lizzie Bennett o "abomine" dado o seu carácter orgulhoso e aos preconceitos demonstrados quer pela sua família quer pela vizinhança.

Mas nem só de actores principais vive esta série, porque possui uma galeria de secundários digna de nota, sendo de certa forma inesquecível essa inefável personagem criada por Jane Austen, cujo nome quase solene, é Lady Catherine de Bourg, recordam-se dela? Já para não falar nesse primo com paróquia que, chegado a casa dos Bennett, pensa que o seu estatuto lhe garante de imediato a posse da filha mais velha e descobrindo que esta poderá vir a ficar noiva em breve, muda para a imediatamente seguinte na escala das irmãs (falamos de Lizzie), essa mulher digna e acima da sua época, com ideias bem firmes e decidida a lutar, sofrer e desistir por amor... só que como todos sabemos nem sempre o que os novos olhos vêm e os nossos ouvidos escutam é a verdade dos factos.

Mas não temam, tudo acaba bem e se bem que conhecido por muitos, não vou por aqui revelar o final deste belíssimo romance, extraordinariamente adaptado pela BBC. A quem tem acesso à série em DVD aconselho a verem os extras, já que por aí nos conseguimos aperceber verdadeiramente do cuidado que foi posto na adaptação e na escolha de actores, exteriores (vejam a belíssima fachada de Pemberley, lar do Mr. Darcy e seus jardins) e interiores.

Uma última palavra para Simon Langton, o cineasta responsável por esta mini-série, porque se dissermos que ele é o autor dessa célebre obra de John Le Carré, "Gente de Smiley" / "Smiley People", estará tudo dito, mas somos forçados a referir que ele também assinou episódios desse detective célebre chamado Hercule Poirot (responsável entre outros pelo episódio-piloto), para já não falarmos nas suas passagens para o pequeno écran de obras como "Ana Karenina", "Casanova" e "Rebecca", para além de ter colocado a sua assinatura em episódios de "Os Contos do Imprevisto" e o já citado aqui "Upstairs Downstairs" / "A Familia Bellamy", estamos assim perante alguém que sabe bastante bem do seu ofício.
E como aprendemos depois de lermos os livros de Harry Potter e de vermos as suas adaptações cinematográficas, todas da responsabilidade desse génio chamado Steve Kloves, devemos deixar também aqui uma palavra para o argumentista de "Orgulho e Preconceito", Mr Andrew Davies, porque ele sabe mesmo do seu ofício ou não trabalhasse nele já lá vão mais de trinta anos, numa actividade contínua de adaptações televisivas e cinematográficas, sendo de destacar os dois filmes de Bridget Jones e o célebre "Alfaiate do Panamá". Os seus dois últimos trabalhos para a foram: Jane Austen mais uma vez com "Sensibilidade e Bom Senso" para a série televisiva e um "remake televisivo" (conheciam o género?) de "Brideshead Revisited", aqui iremos de certeza sentir a falta do Jeremy Irons, a estreia está prevista para o próximo ano.

Para não dizerem que esta crónica já vai longa, fico por aqui e mais uma vez vos recomendo a visão desta série (adaptação televisiva) de "Orgulho e Preconceito". Se só conhecem o filme, devem então fazer a comparação e tirarem as vossas conclusões, estejam ou não de acordo comigo, mas não se esqueçam que a leitura do livro é fundamental. Quanto a mim, já me esqueci das vezes que passei os olhos pelas páginas dos romances de Jane Austen, porque na verdade sou uma romântica e espero que, nos dias de hoje, isso já não seja pecado.

Paula Nunes Lima

13 Janeiro, 2010


O CINEMA APAIXONANTE DE ERIC ROHMER
Ao longo dos anos, o francês tornou-se uma das línguas que mais gosto de ouvir, quer seja escrito quer falado/cantado. Para alguém que, como eu, cedo começou a aprendê-lo e a lutar com a sua gramática (haverá por aí alguém que se lembre do seu livro de 1º ano com o “Bonjour Nicole. Bonjour Robert! Ici c’est Patapouf!!!”), é um prazer perceber agora o quanto me é familiar quando o oiço.

Tenho vindo a (re)descobrir o seu cinema nos últimos anos, sobretudo o de Eric Rohmer, que aos 89 anos ainda se mantinha no activo, com uma carreira de director/escritor, começada em 1950.
Com o “Conto de Primavera” e o “Conto de Verão” foi-me dado a conhecer os filmes estreados em Portugal que me faltavam ver do ciclo de Rohmer “Contos das 4 Estações”, já que o “Conto de Inverno” nunca por cá passou no cinema, tendo sido exibido uma única vez na TV num daqueles ciclos perdidos (mas com qualidade) do Segundo Canal.

Quer o Conto de Primavera quer o Conto de Verão relatam as situações de um quotidiano perfeitamente “plausível”, em que A ama C que por sua vez talvez ame B. O mais divertido é, sem dúvida, o Conto de Verão e o mais tortuoso em sentimentos, o da Primavera. Foi curioso voltar a encontrar quinze anos depois, no Conto de Verão, a actriz que faz o papel de Paulina, no “Paulina na Praia”, Amanda Langlet.

Com Rohmer tem-se acesso a “ciclos” de filmes, se é que lhes posso chamar assim. O primeiro “ciclo” é o dos “Seis Contos Morais” (entre 1963 e 1972). Existe a edição dos Seis Contos Morais em livro (edição Cotovia) e aconselho vivamente a sua leitura. Passei uns momentos bens divertidos enquanto os lia, não resistindo a visionar de imediato, “A Minha Noite em Casa de Maud”/”Ma Nuit Chez Maud”, com Jean Louis Trintignant (Jean Louis) e Françoise Fabian (Maud). Jean Louis, católico devoto e solteirão, vê um dia ao longe a bela Françoise (Marie-Christine Barrault) e imediatamente se apaixona por ela. A noite passada em casa de Maud fará com que mude de ideias????? Mas isto são outras histórias…. Os outros são “La Boulangére de Monceau”, “La Carriére de Suzanne”, “La Collectioneuse”, “Le Genou de Clair” e “L’Amour l’Après-Midi”.

Outro “ciclo” são as “Comédias e Provérbios” (1981 a 1987) das quais apenas conheço, por enquanto, “Paulina na Praia”/”Pauline à La Plage”; os outros são: “L’Ami de Mon Amie”, “Le Rayon Verte”, “Les Nuits de la Pleine Lune”, “Le Beau Mariage” e “La Femme de l’Aviateur”. O 1º volume das “Comédias e Provérbios” já mora lá em casa e promete-me uns dias de leitura bem divertidos.Por último os já falados “Contos das 4 Estações” (1990 a 1998). Mas não pensem que fica por aqui a filmografia deste grande director francês. Já disse mais acima que está nesta coisa do cinema desde 1950 por isso existem inúmeros outros filmes que valem, concerteza, a pena ser vistos, para além dos que constituem os “ciclos” atrás mencionados, como o espantoso “Die Marquise von O”), os famosos “Les Rendez-vous de Paris”, o pictórico “L’Anglaise et le Duc”, o complexo e maravilhoso “Triple Agent” e a sua obra derradeira “Os Amores de Astrea e Celadon”, para citar apenas os que passaram “por cá”, já que “L’Arbre, le Maire et la Médiathéque”. “Perceval le Gallois” e “Quatre aventures de Reinette et Mirabelle”
Para terminar, digo que são duas as coisas que me fascinam, sobretudo, nos filmes de Eric Rohmer: os fabulosos diálogos e as paisagens, quer estas sejam urbanas quer sejam campestres ou marítimas. Ainda e sempre Eric Rohmer e Paris, a cidade das luzes, nos uniram nesse écran mágico chamado Cinema.

Obrigado Eric Rohmer

Paula Nunes Lima

31 Dezembro, 2009

Feliz Ano Novo / Happy New Year!!

(Galerias Lafayette, Paris - Foto: Paula Nunes Lima)

24 Dezembro, 2009

Votos de Feliz Natal!!




Ficam aqui alguns dos trabalhos natalícios, na mais bela noite do ano!!! A máquina de costura é tal e qual a que a D. Odete, minha mãe, tinha!!


Paula Nunes Lima

03 Dezembro, 2009

Não resisto a uma repetição...

(com a devida vénia ao Jim Davis e suas fabulosas criações: Garfield e Odie)

20 Novembro, 2009


Bodas de Madeira e Ferro


Dizem os entendidos que 5 anos são as Bodas de Madeira e Ferro. Quaisquer que elas sejam, é um prazer passá-las com o meu Cavaleiro Andante.


Paula Nunes Lima

17 Outubro, 2009

Há surpresas fantásticas...


Recentemente fiz, de novo, uma Hello Kitty, desta vez para a Beatriz, filha do Nuno, que estava prometida já há muito tempo. Ela, do alto dos seus fantásticos 5 anos, decidiu surpreender-me a mim também e eis que um dias depois da "encomenda" de ponto cruz ter sido entregue à dona, recebi a bela obra de arte na foto ao lado. Sei que a Hello Kitty lá em casa, ou a dona não tivesse esta idade e fosse menina, já mudou várias vezes de sítio.


É tão bom saber que alguém gosta de nós, mesmo que não nos conheça!!!


Obrigada Beatriz! Ficou mesmo à medida!

Paula Nunes Lima

04 Outubro, 2009

Jane Austen...

Já aqui referi que esta é uma das minhas autoras favoritas. Também já disse que recebi uma agenda de endereços, oferecida pelo meu Cavaleiro Andante, da Jane Austen.

Cada letra tem uma citação de um livro ou carta da autora, por isso aqui ficam algumas que constam em letras como:

A - "A person who can write a long letter, with ease, cannot write ill."
Pride and Prejudice

C - "Friendship is certainly the finest balm for the pangs of disappointed love."
Northanger Abbey

L - "A woman, especially if she has the misfortune of knowing anything, shouls conceal it as well as she can."
Northanger Abbey

N - "If I loved you less, I might be able to talk about it more."
Emma

P - "A large income is the best recipe for happiness I ever heard of."
Mansfield Park

R - "An artist cannot do anything slovenly"
correspondência pessoal, 1798

Estas são algumas das razões para se gostar desta autora, mas quem lê os seus livros descobre muitas mais.

Paula Nunes Lima, Austennette assumida

23 Setembro, 2009

A PREMIADA RECEBEU...

Os correios nacionais e americanos conseguiram surpreender-me. A encomenda chegou ao destino finalmente e a Vonna recebeu a lembrança com que foi sorteada no aniversário do meu blog.

O esquema é da The Sampler Girl's, um freebie. Visito este blog com frequência não só porque a qualidade é excelente mas também porque Tanya é fã, como eu, da Jane Austen.

Fica aqui a imagem do que fiz, com linhas DMC.
Para que não fiquem dúvidas quanto ao facto de ser "Austennette", mostro a capa da belissima agenda de endereços que o meu Cavaleiro Andante me ofereceu. Eu sei que agora tudo se pode por no telemóvel, no computador ou naquelas maquinetas que parecem computadores ou televisões mas nem são uma coisa nem outra.
Paula Nunes Lima